Drenagem urbana e acesso ao esgotamento sanitário para o Jardim Lapenna, SP


2019

Vista aérea do Jd. Lapenna, na zona leste de São Paulo

Este projeto-piloto vem sendo realizado desde 2019 no Jardim Lapenna, comunidade urbana da Zona Leste do Município de São Paulo, na várzea do Rio Tietê, margeada ao sul pelo trilho de trem da CPTM, ao norte pela Estação de Tratamento de Esgoto São Miguel da Sabesp, ao leste por uma indústria química e ao oeste pela Av. Jacú Pêssego. Esta é uma parceria da Fundação Tide Setúbal (que já vem atuando no território em diferentes frentes), Instituto Água e Saneamento - IAS, Instituto Iguá, Instituto Galo da Manhã e Mandato da Deputada Estadual Marina Helou, numa parceria específica para atividades voltadas para o saneamento. Pela escala das intervenções necessárias, além da fundamental importância da participação de representantes da comunidade, também conta com o envolvimento ativo da Sabesp, Prefeitura de São Paulo e Nitroquímica, para que as soluções sejam discutidas e implementadas pelos responsáveis. 

O objetivo do projeto é colaborar para a definição de soluções efetivas voltadas à drenagem urbana local, em especial nas partes baixas da localidade que são constantemente atingidas por inundações e, de forma integrada, melhorar o atendimento de esgoto da população, especialmente nos domicílios próximos ao córrego, sem acesso à rede de coleta existente. 

Para esta intervenção, foi fundamental levar em consideração as condições de ocupação bastante heterogêneas na comunidade, que está dividida entre o Alto Lapenna e parte do Médio Lapenna com moradias consolidadas em grande parte conectadas à rede de abastecimento de água e coleta de esgoto, além de estarem menos vulneráveis aos eventos de inundação; Médio Lapenna que apresenta condições consolidadas também, mas com maior densidade de ocupação, ruas mais estreitas e incidência de domicílios sem atendimento de esgoto e mais vulneráveis à inundação; e o Baixo Lapenna que apresenta condições expressivamente mais precárias, com grande parte dos domicílios sendo atingidos por inundação, e atendimento inadequado de abastecimento de água e esgotamento sanitário, inclusive com domicílios e palafitas sobre o córrego, sem banheiros e pontos internos de água, além de condições estruturais frágeis.  

Delimitação das áreas do Alto Lapenna (vermelho), Médio Lapenna I (cinza), Médio Lapenna II (laranja) e Baixo Lapenna (amarelo)


O IAS é responsável pela coordenação técnica do projeto e condução dos estudos voltados para o saneamento, desenvolvendo um trabalho diagnóstico objetivo, estudo de soluções em conjunto com equipes voltadas para questões de habitação e estudo de caminhos para viabilização das soluções. As etapas de realização de um diagnóstico e um estudo de soluções já foram realizadas, e está em andamento a articulação com atores locais e municipais para refinamento e encaminhamento das soluções. 

Moradias no Baixo Lapenna | Foto: Tomaz KipnisMoradias no Baixo Lapenna | Foto: Tomaz Kipnis

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Cisterna da comunidade de Nova União, Julho 2019 / Crédito: Cipó comunicação. Foto mostra crianças em frente à cisterna construída pelo projeto-piloto em parceria com o Instituto Água e Saneamento no município de Barra, Bahia.

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Barra, BA
2018

40 escolas municipais da zona rural do município estão sendo beneficiadas pela construção de cisternas e sistemas de tratamento e reuso de esgoto. A experiência vem sendo implementada pela Associação Bem-Te-Vi Diversidade em parceria com a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), e o Centro de Assessoria Assuruá (CAA), contando com o apoio do IAS no planejamento, projeto e implementação dos sistemas.

Aldeia Indígena Taximirim Guarani M’Biá

Saneamento na Aldeia Indígena Taximirim Guarani M’Biá – Paraty-Mirim, RJ

Paraty-Mirim, RJ
2019

55 famílias na aldeia indígena Itaxim, do povo Guarany M´Biá da Terra indígena de Paraty-Mirim, no estado do Rio de Janeiro. Uma parceria entre o Instituto Água e Saneamento – IAS e Instituto Çarê, com apoio da FUNAI, para garantir sistemas de saneamento adequados às condições locais, impactando positivamente o território e promovendo a sustentabilidade e autonomia da comunidade para operar e manter seus sistemas de saneamento.